Os Sistemas de Localização Geográfica (SIG) podem ajudar a prever como irá evoluir o número de infeções em Portugal e ajudar, assim, as instituições a planear uma estratégia para evitar o colapso dos hospitais. A Esri, líder em soluções geoespaciais, disponibiliza duas soluções que podem, respetivamente, monitorizar a capacidade hospitalar em Portugal, permitindo assim a gestão dos internamentos e rastrear as infeções no país, permitindo identificar novos surtos e assim entender melhor como pode estar a ocorrer o contágio e como podem ser evitadas novas infeções.
Uma destas soluções é o CHIME Model (COVID-19 Hospital Impact Model for Epidemics) que foi desenvolvido pela universidade da Pensilvânia e integrado numa solução Esri, desenhada para ajudar hospitais e autoridades de saúde pública a compreender as necessidades de capacidade hospitalar no que diz respeito à pandemia do COVID-19.
O Modelo CHIME permite prever o número de novos internamentos hospitalares e em UCI, a partir de diferentes variáveis, onde se inclui, o total de população residente, total de pessoas hospitalizadas, a média de tempo de internamento, a capacidade da unidade hospitalar em camas , camas em UCI e ventiladores e alguns indicadores de cumprimento das regras de distanciamento social e higiene.
Este modelo permite simular automaticamente vários cenários que ajudam os hospitais, municípios e até regiões a avaliar melhor a sua capacidade de resposta em meios e recursos hospitalares para cenários de esforço acentuado para o sistema nacional de saúde pública.
A solução permite prever o atingimento do limite da capacidade hospitalar do país, com base em diferentes ponderadores atribuídos às variáveis em análise e no grau de adoção das medidas básicas de higiene (como a lavagem frequente das mãos, uso de máscara, etc).
Isto permite o planeamento de ações para mitigar e gerir a resposta à pandemia, evitando assim o colapso.
SISTEMAS DE LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA PARA RASTREAR CONTÁGIOS
Os SIG são um dos sistemas mais confiáveis para rastrear infeções por coronavírus. Permitem não só saber o número de infeções existentes, mas também estabelecer relações entre as pessoas infetadas, identificando os locais comuns frequentados por essas pessoas e que podem ser identificados com fontes de contágio.
Permitem identificar e diferenciar as infeções que podem ser provenientes de contato de proximidade e ligação entre pessoas infetadas, daquelas que podem ter a sua origem em locais frequentados por diferentes pessoas e que possam não estar a obedecer a todas as medidas de segurança e higiene necessárias. A identificação destes locais pode apoiar as autoridades públicas a identificar possíveis casos de infeção e agir proactivamente na mitigação da propagação do vírus.
A solução da Esri, Community Contact Tracing, analisa os movimentos das pessoas, os locais por onde passaram e a ligação que têm entre si, com o objetivo de descobrir possíveis cadeias de contágio. Para isso, a solução consiste em três fases: recolha, análise e avaliação da informação.
A solução permite recolher informação sobre novos casos positivos e as características de cada novo caso, nomeadamente, identidade do paciente, local de residência, principais sintomas e horizonte temporal dos sintomas, principais contatos estabelecidos e locais visitados. Estes dados podem ser combinados com outras fontes de dados com informação sobre a localização dos movimentos realizados pelos pacientes infetados e não infetados.
Ambas as fontes de dados podem ser combinadas para identificar padrões e perceber se existe alguma relação entre os casos positivos, se houve contacto entre eles e se visitaram locais comuns identificando assim possíveis cadeias de contágio ou focos de infeção.
A solução da Esri consiste num painel de controlo que, com base na análise da informação proveniente destas fontes de dados, permite a avaliação e monitorização de diferentes medidas para mitigação da propagação da doença. Permite a identificação das possíveis cadeias de contágio ativas sobre as quais é necessário atuar e identificar eventos sociais ou locais que possam ter representado um foco de contágio e para os quais é necessário notificar os participantes e validar a conformidade desses locais com as condições de higiene e normas de distanciamento social.
Estes são apenas dois exemplos de como os SIG podem fazer a diferença no controle da pandemia. As duas ferramentas complementam-se para ajudar a identificar de que forma ocorre a transmissão do vírus, planear e identificar os impactos na rede de cuidados de saúde e a avaliação de medidas que permitam garantir a saúde pública da população.
A pandemia COVID-19 veio criar um enorme desafio para a saúde pública a uma escala local e global. Neste contexto, a experiência e o trabalho realizado pela Esri com organizações de saúde e líderes governamentais veio comprovar que a tecnologia de inteligência de localização (Location Intelligence) e os sistemas de informação geográfica (GIS) são fundamentais para mapear e gerir a resposta a este tipo de desafios. Sendo a pandemia um fenómeno espacial que evolui, propaga-se e tem impacto direto nas pessoas, organizações e na economia de todo o território, a plataforma tecnológica da Esri disponibiliza soluções que permitem responder a diversas questões de natureza operacional e de tomada de decisão que são fundamentais para uma gestão mais eficiente e informada da resposta à pandemia COVID-19.
![Contact tracing[439]](https://doit.pt/wp-content/uploads/2020/11/Contact-tracing439.png)
![ChimeModel[440]](https://doit.pt/wp-content/uploads/2020/11/ChimeModel440.png)

