Para apelar à transparência na indústria alimentar, a Oatly, líder mundial em bebidas de aveia, mostra agora o impacto climático na embalagem de cada um dos seus produtos em Portugal. A Oatly acredita que a rotulagem carbónica deve ser incluída em todos os produtos, da mesma forma que os ingredientes e a informação nutricional são atualmente exibidos. Por conseguinte, a Oatly decidiu iniciar uma iniciativa relacionada com o tema em Portugal. Para os consumidores, o primeiro passo para fazer a diferença é saber como fazer escolhas informadas. Cerca de um terço das emissões globais de gases com efeito de estufa provêm do sistema alimentar*, pelo que é vital compreender o impacto do que comemos.
As novas embalagens em Portugal terão um número que mostra as suas emissões totais de carbono, calculadas desde o campo de aveia até ao ponto de venda, incluindo o transporte. O resultado será localizado na parte detrás da embalagem da Oatly e, num selo, na parte da frente das bebidas de aveia.
“Acreditamos firmemente que as empresas deveriam ser obrigadas a comunicar os níveis de CO2 dos seus alimentos, da mesma forma que o conteúdo nutricional dos mesmos é explicado. Agora é o momento de tomar medidas urgentes para reduzir a sua pegada carbónica. Os números absolutos obrigatórios permitiriam aos consumidores comparar produtos e identificar escolhas sustentáveis. A indústria alimentar tem a responsabilidade de ser mais transparente”, explica Caroline Reid, Diretora de Sustentabilidade da Oatly para a EMEA.
Em Portugal, várias ONG lançaram recentemente uma petição a favor da criação de um rótulo obrigatório para a pegada ecológica dos alimentos, uma ideia que tem vindo a ganhar cada vez mais força a nível europeu, e que estas ONG consideram uma mudança inevitável.
É crescente a preocupação da população portuguesa com hábitos sustentáveis e saudáveis. Segundo dados do estudo “The Green Revolution 2021 Portugal” da consultora Lantern, um em cada dez consumidores já substituiu, em algum momento, as proteínas animais por proteínas vegetais na sua dieta. Em 2021, havia mais de 1 milhão de veggies no país (mais 34% que em 2019) e 12% da população portuguesa adulta era vegetariana. A procura de produtos à base de plantas existe e estima-se que cresça a uma taxa anual entre 6,4% e 6,5% até 2025, de acordo com dados do estudo “Going Plant-Based”: The Rise of Vegan and Vegetarian Food” da consultora Euromonitor.

