- Estudo a nível europeu*, que inclui dados de Portugal, revela condições, em parte, preocupantes;
- Resultados do estudo mostram tendência para automedicação associada ao teletrabalho;
- Paradoxo do teletrabalho: carga de trabalho, horas de trabalho e tempo livre aumentam em paralelo. Portugal é o país em que esta conclusão mais se evidencia;
- Em Portugal, poupança de tempo e poupança de dinheiro são identificadas como as principais vantagens do teletrabalho;
- Para os portugueses, falta de oportunidades de promoção e falta de oportunidades de desenvolvimento de carreira são os principais motivos para mudar de emprego.
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Relatório de Bem-Estar Teletrabalho 2022
A NFON, fornecedora europeia de comunicações empresariais integradas a partir da cloud, inquiriu em conjunto com aStatista Q, especialista global em recolha, análise de dados e estudos de mercado, profissionais ativos na Europa* sobre o impacto da pandemia de COVID e o teletrabalho. Começando com uma questão sobre satisfação com a vida, o estudo“Survey Attack: Relatório de Bem-Estar Teletrabalho 2022” aborda em profundidade questões sobre diversos fatores de stress ao trabalhar a partir de casa, ambições no sentido de mudar de emprego, tendências para a automedicação, bem como descobertas quanto ao paradoxo do teletrabalho. O estudo é acompanhado pelo Professor Dr. Christian Montag (Professor de Psicologia Molecular, autor e especialista na influência das tecnologias digitais na psicologia humana). “Os resultados pintam um cenário algo preocupante, por detrás das portas fechadas, no contexto de teletrabalho. Em psicologia, sabemos que um novo ambiente de trabalho, bem como novas circunstâncias de trabalho podem causar stress. O ‘Relatório de Bem-Estar Teletrabalho 2022’ mostra que temos de enfrentar uma nova realidade: cuidar do bem-estar e da satisfação com a vida das pessoas em teletrabalho tem de ser o foco. O escritório em casa está a transformar-se na nova realidade, e esta situação necessita de uma atenção e de um cuidado constantes, para que o novo modelo de trabalho na Europa não acabe a ser a razão principal de uma ida à terapia”, diz Christian Montag.
*Europa: O estudo NFON “Survey Attack: Relatório de Bem-Estar Teletrabalho 2022” foi realizado em Portugal, Alemanha, Áustria, Itália, Espanha, Grã-Bretanha, França e Polónia com a Statista Q, e é representativo com mais de 1 000 participantes por país. Salvo com indicação contrária, os dados fornecidos neste comunicado de imprensa referem-se a todos os oito países; os valores individuais locais estão listados na tabela no final. As respostas dos participantes no estudo referem-se geralmente ao teletrabalho no período desde o início da pandemia de COVID até ao presente.
Paradoxo do Teletrabalho
Com a mudança na predisposição das empresas para permitirem aos colaboradores trabalharem a partir de casa, o presente estudo pinta um cenário parcialmente contraditório da relação entre trabalho e lazer. À primeira vista, por exemplo, os resultados na questão sobre o que é que mudou desde que começou o teletrabalho, durante a pandemia de COVID, parecem divergentes. 28% dos inquiridos nos países europeus afirmam que a quantidade de trabalho a ser feito (carga de trabalho) aumentou e para 25,2% as horas de trabalho aumentaram. Ao mesmo tempo, 36% afirmam que têm um maior equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional e mais tempo para dedicar à família e aos amigos. Este fenómeno é o que Christian Montag descreve como o paradoxo do teletrabalho: “As pessoas podem certamente trabalhar mais e ter mais tempo livre. A eliminação de deslocações longas e um horário mais flexível ao longo do dia, com uma boa organização, podem gerar mais tempo livre. Horários de trabalho personalizados, literacia digital e outros fatores de bem-estar podem também ser causas”. Por exemplo, 29,4% dizem que passam mais tempo a fazer exercício físico e também comem de forma mais saudável.
Bem-estar através da automedicação
Trabalhar a partir de casa está a alterar a predisposição não só para otimizar o próprio bem-estar e melhorar a saúde física e mental com suplementos sem receita médica, mas também para aumentar a capacidade de concentração e promover o relaxamento. Está a emergir uma tendência para automedicação entre os europeus em teletrabalho. 34,4% dos participantes afirmam que tomaram suplementos sem receita médica (como melatonina, produtos legais de canábis, extratos de plantas, vitaminas e chás calmantes) para melhorar o seu bem-estar desde o início da pandemia, 18,2% para aumentar a concentração e 13,4% para recuperação. Um facto notável é que em seis países os dados são muito semelhantes, mas a situação em Itália e na Áustria é bastante diferente: em Itália, 49,7% disseram que tinham tomado suplementos sem receita médica para melhorar o bem-estar, enquanto na Áustria o valor corresponde a menos de metade, ficando-se nos 22,1%.
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Em anexo, segue o comunicado de imprensa completo, bem como um documento com o resumo dos dados globais e por país (inclui Portugal).
Para aceder às imagens e gráficos relativos ao estudo:
https://www.nfon.com/pt/news/relatorio-de-bem-estar-teletrabalho-2022

