Por: Filipe Carrera
O Credit Suisse chamou recentemente a atenção, ao prever que 20% a 25% dos grandes centros comerciais dos Estados Unidos devem encerrar operações no espaço de 5 anos, sendo que esta previsão irá tornar-se realidade de forma gradual um pouco por todo o mundo.
Estamos perante uma mudança da forma de consumo, sendo uma das principais causas apontadas é o crescimento atual e expetável do comércio eletrónico.
Poderíamos aceitar esta explicação e acreditar que estamos perante um fenómeno irreversível em que todos nós iremos comprar mais online e as lojas físicas irão fechar de forma gradual e irreversível.
No entanto, isso seria ver apenas uma pequena parte da realidade, temos que abrir os nossos horizontes.
Trabalhar as vendas é trabalhar a experiência do consumidor, as lojas não podem ser vistas apenas e só como locais de encontro entre a procura e a oferta, devem ser criadoras de experiências sensoriais.
Não é por acaso que vemos o ressurgir de algumas zonas comerciais tradicionais, combatendo os centros comerciais em pé de igualdade.
Mas o digital está a matar ou não o comércio físico?
Está a matar o comércio físico alheado do digital, vejamos três exemplos concretos:
• Lojas que não atraem clientes através de meios digitais, Google Ads, redes sociais online, apps, gameficação, etc.
• Não disponibilizar a possibilidade de comprar online na loja física, obviando eficazmente a falta de um artigo naquela loja.
• Falta de formação dos vendedores para vender online nas lojas físicas.
Caminhamos para a fusão offline-online, em que será difícil distinguir entre comércio tradicional e eletrónico, essa é a realidade que a função das vendas tem que preparar.
O digital veio para ficar e o consumidor já não quer apenas comprar, tornou-se mais exigente na forma como despende o seu tempo, por isso a velocidade de resposta e a experiência criada para o consumidor em qualquer ponto de contacto é de suma importância.

